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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Caos na saúde compromete a eficiência o SUS em Itaberaba

A decadência do atendimento, a falta de higiene hospitalar, a morte de enfermos dentro dos hospitais, óbitos de pacientes por falta de socorro médico e ausência de equipamentos e material de consumo para proteger a saúde da população, é uma dura realidade que coloca em suspeição a eficiência do Sistema Único de Saúde – SUS, no município de Itaberaba. Apesar dos clamores da população que chega à beira do desespero nas portas dos dois hospitais públicos da cidade, o Hospital Geral de Itaberaba – HGI e o Hospital Regional – HRI. Nestas duas importantes unidades de saúde para a cidade e a região, é comum a ausência de médicos, enfermeiros e profissionais qualificados, que abandonam os plantões por alta de pagamento de seus salários. Este quadro deprimente e caótico, onde figura de um lado a desastrosa gestão municipal do médico Washington Luiz Deusdedith Neves e, do outro, a omissão dos órgãos estaduais reguladores da saúde, vem gerando um caos de tamanha dimensão, que está a exigir a intervenção do governo estadual no setor da saúde deste município.
Na semana passada, com a greve dos médicos, pacientes gemiam em dores sem serem atendidos dentro do Hospital Regional, tendo sido visto um paciente com o crânio cortado, ensangüentado, morrendo sem atendimento no piso frio do corredor daquele hospital.

Cremeb denuncia

Segundo informações apresentadas por um relatório de inspeção emitido pelo Conselho Regional de Medicina da Bahia – Cremeb, no final do ano passado, “as unidades públicas do município de Itaberaba, não atendem às mínimas condições aceitáveis para atenção à saúde da população”. Descreve o relatório que faltam médicos e profissionais de saúde em geral, bem como não existem condições físicas e equipamentos para o desenvolvimento de um trabalho que dignifique os profissionais e garanta o atendimento à saúde da população. A inspeção do Cremeb aconteceu durante a semana de realização do I Encontro da Delegacia Regional, que na época incluiu visitas e inspeções aos hospitais Regional, Municipal e ao Hospital da Chapada, da iniciativa privada. Os conselheiros do Cremeb, entre êles os médicos José Abelardo Menezes e Antonio Penna Costa, ficaram estarrecidos com a situação da saúde pública no município. Espera-se que o relatório com as denúncias tenha sido encaminhado para as instâncias de Governo e o Ministério Público Estadual.

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